domingo, 27 de janeiro de 2013

TREPADEIRAS

Trepadeiras também são conhecidas na Botânica como plantas escandentes, aquelas que se espalham por superfícies, como pérgolas, muros e troncos de árvores, por exemplo. 

 Jade
 Jade

 Rosas

 Primavera

 Tumbérgia

 Hera

Gerar sombra, disfarçar superfícies indesejáveis, proporcionar frutos, perfumar e sofisticar ambientes. Esses são alguns dos aspectos que estimulam o uso de trepadeiras no jardim, espécies de plantas que, em função de seus galhos longos e finos, precisam de uma estrutura de sustentação externa para crescer, como árvores, muros, treliças, caramanchões, entre outras.
Existem trepadeiras para diferentes climas e condições de luminosidade. O sapatinho-de-judia (Thumbergia mysorensis) e o cipó-uva (Cissus rhombifolia), por exemplo, vegetam na sombra. Já a congeia (Congea tomentosa) e a sete-léguas (Podranea ricasoliana) necessitam de pleno sol.
Em geral, as trepadeiras não são muito exigentes quanto a cuidados, contanto que suas características sejam respeitadas. 

 Sapatinho-de-judia

 Cipó-uva

 Congeia

 Sete-léguas

É preciso saber se a trepadeira se fixa direto a uma superfície (um muro), como a unha-de-gato (Ficus pumila), ou se necessita da ajuda de arames ou treliças para se enrolarem. As espécies que "grudam" no muro devem ser plantadas encostadas ao muro, deixando uma distância de 20 cm entre elas. Já as que se enrolam, a distância deve ser de 10 cm da estrutura e o uso de um arame é necessário para sua condução. Em caso de pérgolas, as plantas são orientadas até a altura suficiente para que os ramos laterais se expandam e formem a cobertura.


 Ficus pumila

As superfícies de apoio também precisam de atenção. Pois a presença dessas trepadeiras modifica as relações de ventilação e insolação desses tutores, que precisam de restauração regularmente. No caso de árvores, as trepadeiras tendem a diminuir a longevidade delas, já que é criado um microclima que propicia o aumento da atividade microbiana.

 Pérgola
 Tutor
 Treliça
 Pérgola

A terra para o cultivo de trepadeiras deve ter: para cada 10 kg de terra, 4kg de esterco bem curtido (para que não haja fermentação na terra e consequente proliferação de bactérias ou fungos), 6 colheres de sopa de calcário e uma colher de NPK 10-10-10.
As podas são poucas, apenas as de condução e manutenção. Evite a apoda no inverno e em épocas de floração. Glicínia (Wisteria floribunda) e maracujá (Passiflora alata) florescem melhor quando podadas. Mas procure conhecer bem a espécie antes de qualquer procedimento.
 Glicínia

 Maracujá

Veja as características de algumas espécies ideais como trepadeiras:

Hera-japonesa (Parthenocissus tricuspidata)
Possui gavinhas ramificadas que garantem sua aderência a qualquer superfície. É utilizada no revestimento de muros e paredes.

Tumbérgia-azul (Thumbergia grandiflora)
Floresce quase o ano todo. Desenvolve-se em pleno sol e é indicada para recobrir pérgolas, caramanchões, muros e cercas extensas.

Sapatinho-de-judia (Thumbergia mysorensis)
Muito visitada por beija-flores, esta trepadeira apresenta flores amarelas e vermelhas pendentes. Usada para recobrir pérgolas e caramanchões, pode ser cultivada a pleno sol ou à meia-sombra. Oferece excelente preenchimento.

Roberta Cristina

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Holambra - A cidade das flores

Gente, a vida é simples...

Gente, a vida é simples...
Ah, tem dias que dá uma vontade enorme de estar assim: descansando sobre um campo cheio de flores... Isso é bom demais! Para mim a vida é simples, então, para quê complicar?? Relaxe! Descanse um pouco sua mente e livre-se das pedras que jogam contra você! Carregue flores! (Roberta Cristina)